quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Candidatos a prefeito de São Miguel do Gostoso prometem apoio para consolidar o turismo local





Por Emanuel Neri
E você deve estar perguntando o que Renato de Doquinha e Miguel Teixeira, os dois candidatos que disputam a Prefeitura de São Miguel do Gostoso, conversaram com a AEGostoso e empresários do turismo da cidade.
O bate-papo entre os dois candidatos e a AEGostoso ocorreu na última terça-feira (20/9). A conversa com Renato foi pela manhã; a de Miguel foi à noite. Os encontros ocorreram na casa do presidente da AEGostoso, João Roberto Scomparim.
A reunião/bate-papo com os dois candidatos (fotos ao lado, com empresários) foi civilizada. Em linhas gerais, ambos disseram como pretendem tratar, caso eleitos, o turismo de São Miguel do Gostoso. E o mais importante da conversa foi o reconhecimento feito  pelos candidatos da importância do turismo na economia de São Miguel do Gostoso.
Renato e Miguel têm consciência que o turismo local – terceiro maior polo turístico do Rio Grande do Norte, depois de Natal e Pipa – gera renda para o município e empregos para a população. Em torno de 500 empregos, entre diretos e indiretos, são gerados pelo turismo.
O turismo é hoje, sem dúvidas, um fator determinante para o desenvolvimento de São Miguel do Gostoso.
Miguel e Renato deixaram claro aos empresários que querem tratar o turismo com destaque, para que ele continue crescendo, gerando renda e produzindo mais empregos. E ambos prometeram, se eleitos, trabalhar em parceria com a AEGostoso, ajudando a consolidar o turismo local.
Por isso, prometeram manter os eventos que são realizados na cidade – Mostra de Cinema, Bossa&Jazz e Festival Literário – para atrair turistas e levar cultura à população local. Há ainda a possibilidade de ser criado um Festival Gastronômico para dar destaque à excelência da gastronomia local.
As propostas dos dois candidatos para o turismo são parecidas. Além de acatar as reivindicações da AEGostoso – entregue em documento a cada um deles e assinado por ambos -  Miguel e Renato também falaram de outras medidas que, se implantadas, favorecerão a população e os turistas que visitam a cidade.
Uma destas promessas é a tentativa de trazer para São Miguel do Gostoso uma agência bancária. Um dos grandes problemas da cidade é dificuldade de se sacar dinheiro. Muita gente vai a Touros tirar dinheiro em bancos – e muitos aproveitam para fazer suas compras lá. Isso prejudica o comercio local.
Miguel e Renato também prometeram disciplinar o trânsito nas ruas centrais da cidade, evitando congestionamentos que existem nesta área. Um pedido da AEGostoso é que a rua da Xepa vire uma espécie de calçadão, bloqueada para veículos. Por ali só passariam carros de quem mora ou tem negócios na Xepa.
Outro pedido da AEGostoso aos candidatos é  que transfira a feira da cidade da segunda, como é atualmente, para a quinta. A mudança de dia facilitaria o abastecimento de restaurantes na quinta, mais próximo do final de semana que a segunda. Os candidatos ficaram de analisar a proposta.
No documento entregue pela AEGostoso aos candidatos, foi pedida a continuidade de medidas que já existem, como cumprimento do calendário de festas da cidade, proibição do trânsito na orla urbana, apoio ao Conselho de Segurança e controle de som alto, principalmente de paredões de som.
Foi muito positiva a reunião dos candidatos com os empresários do turismo. Qualquer um dos dois que for eleito, acredita-se que o turismo continuará tendo o mesmo apoio da Prefeitura, como acontece atualmente. E isso, com certeza, consolidará ainda mais o turismo de São Miguel do Gostoso.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Empreendedores do turismo, via AEGostoso, querem saber dos candidatos seus planos para setor turístico



Por Emanuel Neri
Não se trata de um debate convencional como os transmitidos por rádio e TV com os dois candidatos a prefeito de São Miguel do Gostoso, Miguel Teixeira e Renato de Doquinha.
Mais vai ser uma espécie de debate/diálogo, com direito a perguntas e respostas, entre a AEGostoso, além de seus associados, com os dois candidatos a prefeito. A data ainda está sendo definida entre os candidatos e a AEGostoso. Mas tudo indica que será no decorrer da próxima semana.
Um detalhe. O debate com os associados da Aegostoso – a entidade que reúne empreendedores locais, incluindo pousadas, restaurantes, comércio e serviços (transporte e passeios) – vai ser com cada um dos candidatos, não com os dois ao mesmo tempo. O candidato deve ser acompanhado por alguns assessores.
Os associados da AEGostoso querem saber como futuro prefeito quer tratar o turismo de São Miguel do Gostoso em sua futura gestão. Para os candidatos, é muito importante este contato com os empreendedores locais. Na economia de São Miguel do Gostoso, tudo praticamente gira em torno do turismo.
São Miguel do Gostoso conta com mais de 60 pousadas (grandes e pequenas), dezenas de restaurantes e bares, além do comércio que abastece grande parte do setor de turismo. E vejam que significativo. O turismo local gera mais de 500 empregos, diretos e indiretos – a maioria trabalhadores nativos.
Para os dois candidatos que vão disputar a eleição para prefeito de São Miguel do Gostoso é muito importante este diálogo com o setor de turismo. É o segmento da economia local mais importante e que, portanto, tem muitos eleitores. E a AEGostoso  quer ouvir o que os candidatos pensam do turismo.
Um deste dois candidatos – Miguel Teixeira e Renato de Doquinha – será eleito em 2 de outubro e vai ser prefeito de São Miguel do Gostoso a partir de 2017. Então é de fundamental importância que os dois falem sobre como pretendem tratar, por exemplo, eventos realizados que atraem turistas para a cidade.
São muitos os eventos que o setor turístico quer ver sua continuidade na próxima gestão. Um deles é a Mostra de Cinema de Gostoso (na foto, cartaz da 1a Mostra) que se realiza todos os anos, em novembro. O outro é o Bossa&Jazz, realizado em maio. Um pouco antes, tem o FLIGostoso, o Festival Literário de Gostoso.
É claro que o futuro prefeito também tem que pensar em festas e eventos locais, como as quadrilhas de São João e o Carnaval. Estes festejos movimentam a cidade e já fazem parte do calendário cultural de São Miguel do Gostoso. Então é importante que o futuro prefeito também fale sobre eles.
Além dos eventos culturais, há também competições esportivas que precisam ter continuidade. Dois deles são as duas etapas nacionais de Beach Tenis – um deles da Confederação Brasileira de Tênis  (CBT) e outra patrocinada por uma marca de material esportivo. Há ainda competições de kitesurf e windsurf.
Embora as regras do debate/diálogo ainda não tenham sido definidas, é bem provável que estas perguntas sejam feitas aos candidatos. Outras indagações, ligadas à preservação ambiental da cidade, também devem ser feitas. Este é o caso da proibição do trânsito automotivo ao longo da orla local.
Além do risco de atropelamento para quem está na praia, o trânsito na orla causa seríssimos danos às centenas de ninhos de tartarugas que existem ao longo da praia. Alem das tartarugas, o tráfego na orla também causa danos a outros tipos de animais, incluindo aves, e à vegetação nativa da região.
Outro foco de perguntas pode ser a questão do excesso de barulho de bares e festas na cidade. Não se trata de querer interferir na cultura local. Mas qualquer cidade tem que ter regras mínimas para enfrentar questões que prejudicam seus moradores e também turistas – muitos vem aqui para repousar.
Enfim, a AEGostoso quer saber como os candidatos pretendem enfrentar estas questões. Os associados da AEGostoso estão enviando perguntas para que sejam feitas aos candidatos. É provável que seja elaborado documento, com questões importantes do turismo, para a AEGostsoso entregar a cada candidato.
Como em outros setores da comunidade, membros do meio turístico também têm dúvidas sobre o candidato a escolher em 2 de outubro. É muito provável que muitos destes indecisos definam seus votos neste debate/diálogo com os dois candidatos.  
Há uma outra tentativa de  segmentos importantes de São Miguel do Gostoso que também querem ouvir os dois candidatos. É um grupo formado por ONGs locais, além de entidades ligadas à agricultura e pesca. Mas ainda não está definida a data deste debate. O foco deste debate será mais social.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Tão importante quanto a escolha do prefeito de São Miguel do Gostoso, é a eleição da Câmara Municipal



Por Emanuel Neri
Tão importante quanto a eleição para prefeito, é a escolha dos vereadores que vão integrar a Câmara Municipal de São Miguel do Gostoso.
É importante que o eleitorado local escolha vereadores comprometidos com o desenvolvimento local e com o bem-estar da população. A Câmara Municipal de São Miguel do Gostoso é composta por nove vereadores.
Cabe à Câmara Municipal papel fundamental na gestão municipal. É de responsabilidade da Camara – formada pelo conjunto de seus vereadores – fiscalizar os atos do prefeito. Além disso, também é papel da Câmara discutir e, se for o caso, aprovar, leis enviados pelo executivo (prefeito) ou de iniciativas dos próprios vereadores.
Há em torno de trinta candidatos disputando as nove vagas de vereadores do município. Muitos deles já são vereadores e estão concorrendo há mais um mandato. A população precisa fazer uma análise sobre o trabalho de cada um dos atuais vereadores e reeleger aqueles - já vereadores ou não - mais comprometidos com a cidade.
O noBalacobaco tomou a iniciativa de listar alguns dos atuais vereadores que, na opinião deste blog, poderiam ser reconduzidos às suas cadeiras na Câmara Municipal - o mesmo ocorrendo com os candidatos postulantes a vereador.
Entre os atuais vereadores, dois nomes se destacam pelo bom trabalho desempenhado na atual legislatura. Um deles é o de Francisca Pinheiro, a Nenê de Lala (PMDB), o outro é Josè Jubenick (PT). Nenê de Lala (na foto, à esquerda, ao lado da prefeita Fátima Dantas) tem atuação importante na limpeza urbana da cidade.
Durante seu mandato, Nenê de Lala presidiu o Conselho de Segurança de São Miguel do Gostoso e foi responsável por uma série de iniciativas para melhorar a segurança da cidade. Nenê de Lala acompanhou de perto a atividade turística local – e por isso tem a simpatia de empresários do turismo local.
Junenick esteve presente – e sempre com papel de destaque – em todas as comissões e decisões da Câmara Municipal, entre as quais a aprovação do Plano Diretor da cidade.
Mas tem também a Clésia(PSD), que teve papel atuante na Câmara, bem como Beto de Agostinho, que preside a Câmara, e chegou a ter seu nome colocado na disputa da Prefeitura. Beto retirou a candidatura para apoiar  Miguel Teixeira (PR), que concorre a mais um mandato de prefeito.
Mas existem outros nomes disputando a Câmara Municipal e que, na opinião do noBalacobaco, prestam bons serviços à comunidade. Por este motivo,  também deveriam integrar a nova formação da Câmara Municipal.
Entre estes nomes estão o do atual vice-prefeito, Paulo Roberto. Nos quase quatro anos de administração da prefeita Fátima Dantas, que não concorre à reeleição, Paulo Roberto esteve sempre presente em iniciativas municipais. Tem papel de destaque no Conselho de Segurança de São Miguel do Gostoso.
Também merece integrar a lista de novos vereadores o nome de Rubens Eduardo, que atuava na Prefeitura como uma espécie de agente da Comunidade, coordenando uma serie de atividades, parte delas ligadas à defesa do meio ambiente, como o Comitê Orla.
O Comitê Orla, do qual também fazem parte Ministério Público, Idema e Patrimônio da União, decide questões ambientais de São Miguel do Gostoso. Rubens Eduardo teve papel importante na coordenação local deste órgão, reunindo Ongs e empresários  para tratar de temas de interesses ambientais.
Outro nome que está disputando a Câmara Municipal e que tem papel de destaque no movimento de defesa da mulher é o de Katiana (PT). Integrante de conselhos de Defesa da Mulher, Katiana representou o Rio Grande do Norte em mais de uma reunião nacional deste segmento social, em Brasília.
É claro que têm outros nomes igualmente importantes disputando a Câmara Municipal de São Miguel do Gostoso. E por este motivo o noBalacobaco abre espaço para que outros candidatos, que concorrem à Câmara Municipal na eleição de 2 de outubro, também se manifestem, enviando comentários para este blog.
A decisão agora está com a população. Cabe ao eleitorado de São Miguel do Gostoso selecionar e escolher nomes que sejam identificados com o desenvolvimento local e com o bem estar da comunidade – e que podem desempenhar um bom trabalho na Câmara Municipal a partir de 2017.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

31 de agosto entrará na história como o dia em que a democracia do Brasil sofreu terrível golpe de Estado



Por Emanuel Neri
O 31 de agosto de 2016 vai entrar para a História do Brasil como um dia triste para a democracia do nosso país.
Neste dia, por volta das 13h, o Senado votou pelo afastamento definitivo da presidenta Dilma Rousseff, legitimamente eleita, em 2014, pelo voto de quase 55 milhões de brasileiros. O conservador Michel Temer (foto) é o novo presidente do Brasil.
Os 61 senadores que votaram pelo afastamento de Dilma – 20 votaram contra – sabem que deram um golpe de Estado. Não foi provado um único crime de responsabilidade contra a agora ex-presidenta. Inventaram uma tal “pedalada fiscal” que, mesmo sem ser comprovada, levou ao impeachment de Dilma.
Então, se não há crime de responsabilidade – Dilma não praticou nenhum delito contra a Nação – a palavra golpe é a única definição correta para esta manobra suja do Congresso. O golpe foi parlamentar, a exemplo do que já havia ocorrido há pouco tempo atrás no Paraguai. Triste América Latina.
Para a imprensa estrangeira e organismos internacionais que acompanharam os últimos acontecimentos do Brasil, houve, sim, um golpe de Estado. Quem está por trás do golpe? Partidos, PSDB à frente, reforçado mais recentemente pelo PMDB, que boicotam o governo Dilma desde que ela ganhou a eleição de 2014.
Para quem conhece o posicionamento deste blog, sabe que o noBalacobaco não poderia ficar omisso a este triste acontecimento da democracia brasileira. O Brasil democrático está de luto. Ganharam os conservadores senadores e deputados, em sua maioria corruptos e comprometidos com o atraso do país.
Nada menos que dois terços do Congresso, incluindo Câmara dos Deputados e Senado, respondem pelos mais diversos tipos de crimes, inclusive homicídios e desvio de dinheiro público. Que moral então têm estes parlamentares para afastar uma presidenta contra quem não se provou um único crime?
E o pior de tudo isso é que a principal vítima não é Dilma Rousseff. Quem mais vai sair perdendo contra esta rasteira na democracia brasileira é o povo. Podem aguardar para ver o que vem por ai. Conquistas trabalhistas e sociais que levaram anos para serem conquistadas vão ser rapidamente revogadas.
O governo do suspeito Michel Temer – que já foi citado no esquema Lava Jato como tendo se beneficiado de propinas – vai passar um rodo em tudo quanto foi avanço social dos últimos tempos. Tudo para agradar uma burguesia, entre as quais a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), que se beneficia do atraso do país.
E o serrote conservador de Michel Temer já começou a funcionar. No último final de semana, o governo anunciou o fim do programa de combate ao analfabetismo. É uma nódoa para qualquer Nação o fato de se evitar que analfabetos aprendam a ler e escrever – e, assim, tornem-se cidadãos.
E aguardem mais cortes nas conquistas sociais. O governo já anunciou que cortará parte do Bolsa Família, programa que dá de comer a famílias famintas do país, e ao Minha Casa Minha Vida, maior projeto de habitação popular já feito no Brasil. Todos estes programas foram criados nos governos Lula e Dilma.
Outros alvos também estão no foco de um dos governos mais retrógrados que este país está para conhecer nos últimos anos – talvez até mais insensível do que o período da cruel ditadura militar, que governou o país entre 1964 e 1985. A Previdência vai ser alterada, aumentando-se o prazo para aposentadorias.
A mesma navalha de Temer vai desfigurar a CLT, que garante direitos mínimos para os trabalhadores brasileiros. Criada em 1943, ou seja, há mais de 70 anos, a CLT corre o risco de não dar mais garantias mínimas ao trabalhador, como férias, décimo terceiro e horas extras. Quem vai ganhar com isso?
Outro alvo de Temer é o projeto de Transposição do Rio São Francisco, criado por Lula, para dar água a milhões de nordestinos que sofrem os terríveis efeitos da seca. Querem maior crueldade do que isso? Preparem-se porque vem aí uma nova Indústria da Seca – até água serve para ser trocada por votos.
Ah, sim, programas como Prouni, que levou milhares de estudantes pobres às universidades, principalmente negros, também vai ser em parte rifado. O mesmo vai ocorrer com o Fies. E o Ciências Sem Fronteiras, que levou estudantes brasileiros a universidades do exterior, vai ser igualmente limado.
Tem mais. O governo já anunciou que vai privatizar áreas da saúde e da educação. Pior. Quer entregar de mão beijada o Pré-Sal para a exploração de grandes petrolíferas estrangeiras – ou seja, o petróleo que sempre foi do Brasil (lembram-se do “Petróleo é Nosso?”) agora também será de países estrangeiros.
Assim será o governo de Temer que, oficialmente, começou às 16h desta quarta-feira, 31 de agosto de 2016, algumas horas após o afastamento definitivo de Dilma Rousseff. Anotem: o governo Temer, apoiado por oportunistas e corruptos, vai mergulhar o país num abismo sem precedentes.
Triste do Brasil, que tem uma elite conservadora que não consegue conviver com um país com distribuição de renda e igualdade social na base de sua população predominantemente pobre. Para esta elite – se quiser, pode chamar de burguesia – quanto mais atraso, melhor para o seu domínio sobre a sociedade.
É quase um retorno do período escravocrata.
O norte-americano Gleen Greenwald, um dos maiores jornalistas do mundo, ganhador de todos os principais prêmios do jornalismo internacional, assim definiu o golpe que acabou de acontecer no Brasil. “A burguesia cansou de perder eleições. Então, em vez de continuar tentando, resolveu destruir a democracia”.
Nos links abaixo, uma série de textos para você entender melhor o que está por trás do golpe de 31 de agosto de 2016 que, seguramente, é um dos maiores retrocessos institucionais do Brasil desde o golpe militar de 1964.