domingo, 13 de agosto de 2017

Crime ambiental. Coqueiros centenários do Centro de Cultura de São Miguel do Gostoso são derrubados



Por Emanuel Neri
Qual é o principal símbolo (ou marca) de São Miguel do Gostoso?
Os coqueiros, que formam uma espécie de cortina que preenche todos os espaços verdes da cidade, concentrando-se ao longo da faixa litorânea são, sem dúvida, o principal símbolo de São Miguel do Gostoso. Pois esta marca, principal cartão postal local, está sendo rapidamente destruída. Lamentável.
Primeiro foram alguns donos de terrenos que, de forma irresponsável, derrubam coqueiros com o objetivo de aumentar a área de construção de seus imóveis. Pois agora é o próprio poder público (Prefeitura) que está derrubando este coqueiral. Inúmeros coqueiros do Centro de Cultura acabam de ser derrubados. Antes, uma árvore do tipo aroeira também foi destruída.
Quem passar diante do Centro de Cultura da cidade vai ver a lamentável destruição feita ali. Do ponto de vista ambiental, o cenário é devastador. Há troncos gigantescos de coqueiros cortados e espalhados por toda a extensão do terreno, em toda a área em frente ao Centro de Cultura. Quem praticou este ato irresponsável?
Este blog não acredita que a ordem para a derrubada daqueles coqueiros tenha partido do prefeito Renato de Doquinha. Mas, como não deve ter sido o prefeito, alguém da Prefeitura deu ordens para que aqueles coqueiros, quase todos centenários, fossem destruídos. Foi um crime ambiental praticado na cidade.
Se a própria Prefeitura autoriza a derrubada de coqueiros em uma área que pertence a um órgão público, é claro que o cidadão comum vai se sentir encorajado – e de alguma forma autorizado – para também meter o machado em seus coqueiros, com o objetivo de valorizar mais ainda seus imóveis.  
É o começo do fim da desfiguração da natureza de São Miguel do Gostoso. Órgãos como Ibama e Idema, além do Ministério Público, têm que punir os responsáveis por esta destruição e adotar medidas para que a natureza local não escoe pelo ralo da destruição insana que já acabou com muitas cidades.
Após saber da derrubada de coqueiros do Centro Cultural, este blog esteve no local para verificar o estrago. Terrível o que se vê ali (veja foto acima). Pior que isso só a explicação de funcionários do Centro de Cultura: os coqueiros foram derrubados para evitar que cocos caíssem na cabeça de alguém.
É uma explicação burra do ponto de vista da preservação da natureza. Há dezenas de residências e pousadas em São Miguel do Gostoso localizadas em áreas de extenso coqueiral. E ali não se derruba coqueiro para evitar que os cocos caiam sobre alguém. Simplesmente se faz retirada temporária de cocos.
Para evitar qualquer tipo de acidente com coqueiro, basta que a retirada de cocos e de palhas que apresentem riscos seja feita a cada 40 dias. Não há um único registro de coco que tenha caído na cidade na cabeça de alguém. Mas a Prefeitura, a quem caberia zelar pela natureza, manda derrubar seus coqueiros.
E assim, de forma acelerada, São Miguel do Gostoso vai perdendo sua principal marca: o mar de coqueiros que encanta sua população e as pessoas que visitam a cidade. Sem isso, a cidade vai perdendo sua pincipal identidade visual. Já é visível a ausência de coqueiros em muitos trechos da cidade, em especial na orla.
Uma comparação. O Pão de Açúcar é um dos principais símbolos da cidade do Rio de Janeiro. Imagine a Prefeitura do Rio manda derrubar parte daquele monumento simplesmente por achar que parte daquele maciço de pedra pode desmoronar. No mínimo as pessoas vão achar louca e criminosa aquela decisão.
Pois é isso o que está ocorrendo com São Miguel do Gostoso. Seu belíssimo coqueiral está sendo destruído, deixando a cidade desfigurada e sem sua principal marca - seu belo coqueiral. A Prefeitura tem obrigação de vir a público para dar explicações à comunidade sobre este ato irresponsável.
Qual o motivo de, num gesto insano e desprovido de qualquer responsabilidade ambiental, mandar derrubar os coqueiros do Centro de Cultura?
No link abaixo, outro post deste blog sobre a derrubada de coqueiros em São Miguel do Gostoso.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

São Miguel do Gostoso vai abrir sua Primavera, dia 23 de setembro, com plantio de flores brancas na cidade



Por Emanuel Neri
Sabe aquela florzinha branca que está por todos os cantos, em especial em jardins e calcadas do Nordeste? Em São Miguel do Gostoso há esse tipo de for em abundância. O nome como ela é mais conhecida é Jasmim do Caribe, mas também é chamada regionalmente de Lírio de São José – ou ainda Cajado de São José.
Pois esta florzinha simpática – seu nome científico é Pluméria Pudica – pode-se transformar em uma das marcas de São Miguel do Gostoso. A Rede Eu Sou do Amor, Ong que reúne em torno de 700 pessoas em Natal e outras cidade do Nordeste, quer plantar mais de 500 mudas desta planta na cidade.
E a Rede Eu Sou do Amor escolheu o dia 23 de setembro, dia do início oficial da Primavera, para mobilizar parte de seus associados e a comunidade de São Miguel do Gostoso em uma dos maiores plantios de mudas que a cidade já conheceu. A ideia é encher as ruas locais com o branco do Jasmin do Caribe.
Esta iniciativa partiu de uma parceria do Eu Sou do Amor com o Iasnin. Mas a Prefeitura e Ongs locais também vão aderir a esta iniciativa ambiental que, seguramente, vai deixar São Miguel do Gostoso muito mais bonita.  Envolverá  Ongs com Amjus, Aslírio e Iasnin, alem de grupos de Escoteiros e Desbravadores.
No sábado passado (5/8), representativa reunião no Iasnin contou com a participação de cerca de 30 pessoas, entre os quais representantes de Ongs, da Aegostoso e de outras entidades. A reunião foi coordenada pela jornalista Gácia Marilac (Resenha do RN, da IntertvCabugi), que dirige a Rede eu Sou do Amor.  
O evento na abertura da Primavera não vai se resumir aoplantio de 500 mudas de Jasmin do Caribe. Vai ter também atividades culturais e sociais. Uma delas será a limpeza na principal praia da cidade, a Xepa. Outra será a pintura de um mural, na cidade, para marcar a passagem da ONG por aqui.
Mas as atividades não param aí.  São Miguel do Gostoso vai ter um de seus órgãos públicos – talvez um posto de saúde – pintado por seguidores da Rede. Os integrantes do Eu Sou do Amor também querem ampliar o número de livros e de geladeiras das chamadas “bibliotecas-geladeiras”, mantidas pelo Iasnin.
Acredita-se que a atividade do Eu Sou do Amor em São Miguel do Gostoso traga à cidade pelo menos 100 dos seus membros. Eles passarão o final de semana na cidade, ocupando pousadas e circulando por bares e restaurantes. Na noite do dia 23, haverá festa com DJ no Bar Girassol, na rua das Ostras.
Esta é uma das primeiras vezes que o Eu Sou do Amor faz uma atividade deste porte fora de Natal, cidade berço da Ong. O evento será divulgado pelas redes sociais da entidade e de seus membros, aumentando a visibilidade de São Miguel do Gostoso e criando mais um evento para o calendário turístico local.
Na reunião do sábado passado foram criados grupos para atuar e coordenar várias atividades que serão realizadas na cidade no dai 23 de setembro. O comércio local e as pousadas também serão convidados para colaborar com o evento. Em outros anos a mesma ação se repetirá. Nas próximas semanas novas reuniões vão ser marcadas.
Com certeza São Miguel do Gostoso vai ser diferente depois da ação do Eu Sou do Amor. Imagine não só a entrada como grande parte da cidade – inicialmente a avenida dos Arrecifes em quase toda a sua extensão – toda ornamentada pelas encantadoras flores brancas de Jasmim do Caribe.
São Miguel do Gostoso vai ganhar uma nova cara. E esta cara seguramente será muito mais bonita do que a atual, que já é bonita. E o Jasmim do Caribe – ou lírio de São José – vai ser uma atração a mais para o turismo local. Integre-se a esta grande festa para deixar sua cidade muito mais ataente.